Empresa investigada por superfaturamento tenta enganar o MP

Em nova audiência com o promotor do patrimônio público Cristiano Santos, na última terça-feira (6/3), o deputado Carlos Giannazi apresentou mais uma denúncia sobre o superfaturamento na compra de placas de identificação para unidades do Centro Paula Souza. A empresa contratada está usando de artifícios para ludibriar a investigação iniciada pelo MP. Para justificar o preço de R$ 25 mil cobrado pela instalação de uma placa com o nome da Etec Takashi Morita, valor dez vezes maior do que o de mercado, a Shop Signs instalou recentemente uma segunda placa na unidade de Santo Amaro, agora sustentada por uma estrutura de ferro que, conforme alegação, explicaria o valor cobrado. Ocorre que o local de fixação do embuste não transmite credibilidade, já que não é visível da rua, o que deixa a segunda placa sem função. "Instalaram a placa dentro do estacionamento, sem nenhuma visibilidade. É um absurdo cuja única finalidade é tentar enganar o MP", afirmou Giannazi, explicando que o artifício repete-se em outras unidades. Em 2017, o Estado gastou R$ 1,4 milhão com a aquisição de 56 placas que, além de superfaturadas, eram desnecessárias, pois as escolas já estavam devidamente sinalizadas. Se não fossem as denúncias de Giannazi, o prejuízo ao patrimônio público seria maior, pois há contratos prevendo o fornecimento de mais de 200 placas, ao custo de R$ 3,9 milhões.
12/03/2018 (00:00)
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